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Dando continuidade ao artigo anterior sobre introdução à técnica geral da massagem, neste texto iremos abordar os principais movimentos das massagens, suas características e execução.

Movimento de Afloramento

O afloramento consiste em uma espécie de toque exercido com a palma da mão ou a polpa dos dedos, passeando sobre a região e acariciando, por assim dizer, a superfície cutânea numa direção geralmente centrípeta.

Entretanto, operando-se sobre um músculo, deve-se trabalhar no sentido de suas fibras.

O afloramento torna insensíveis, pouco a pouco, os planos superficiais e permite a prática ulterior das pressões que não poderiam ter sido suportadas de sopetão. O afloramento é essencialmente um sedativo da dor.

A mão do massagista percorre várias vezes a região, abandonando o contato quando ela chega ao fim de sua excursão para recomeçar o movimento de seu ponto de partida.

O afloramento pode ser feito com toda a mão, com somente uma parte da superfície palmar, com os dedos.

Proceder-se-á por movimentos feitos “rápida e concisamente, ultrapassando muito os limites do mal e estendendo-se pelo menos até os confins da região anatomicamente interessada”.

Em nenhum caso poder-se-á parar subitamente o movimento da mão, que começará e terminará por um contato insensível.

Movimento de Fricção

Distingue-se do afloramento porque, enquanto nesta última operação a mão desloca-se em relação ao tegumento externo, na fricção ela é aplicada sobre ele, aderindo e somente deslocando-se nos limites onde a lassidão da hipoderme permite ao tegumento seguir o movimento.

Não é a mão do massagista que fricciona a epiderme; são as camadas profundas da pele do paciente, acompanhadas pela mão do massagista, que se roçam sobre os planos subjacentes.

Esta manobra exige o desenvolvimento de uma certa energia, específica para resolver determinados problemas.

Não deve ser empregada em pessoas idosas portadoras de veias ou arteríolas fragilizadas pela idade, pois poderia provocar rupturas vasculares e equimoses.

A fricção deverá ser feita em sentido longitudinal ao ser aplicada sobre um membro, e num sentido circular quando aplicada sobre uma região extensa como as costas e o peito ou ainda arredondada como o coto da espádua.

Através da fricção, pode-se dissociar as produções patológicas exsudativas. Mas, sob pretexto de alcançar esse fim, não é preciso dilacerar a hipoderme e o tecido celular das camadas profundas.

A amplitude dada à fricção será, portanto, limitada, e sua força, proporcional às resistências tissulares do doente.

friccao-massagem

Movimento de Pressão

A pressão comporta numerosas modalidades, de acordo com sua intensidade, que varia desde o contato ligeiramente apoiado até a pressão forte que deprime todos os planos.

Para executá-la, a mão toma forma diferente conforme a região a massagear seja mais ou menos extensa em superfície, mais ou menos musculosa, de forma arredondada etc.

Se a pressão for aplicada sobre uma região pouco musculosa, mas rica em bainhas tendinosas, ela será feita com a polpa dos polegares que, ao comprimir, podem penetrar facilmente nos interstícios dos tendões e seguir as ranhuras intertendinosas.

É ainda com a polpa dos polegares ou dos dedos que se massageará seguindo o trajeto de um nervo, no caso de massagem aplicada, por exemplo, no tratamento das nevralgias.

Pode-se recorrer à parte posterior da mão quando se trabalha sobre uma superfície arredondada e proveniente de uma camada muscular espessa.

Produz-se, então, uma espécie de movimento de mó que age em profundidade. É o caso, por exemplo, da pressão aplicada sobre o coto da espádua e a região deltoidiana.

Utiliza-se a pressão de toda a mão disposta em goteira e semicírculo sobre os segmentos de membro.

A mão, por flexão dos dedos, o polegar estando em abdução, é colocada em forma de goteira cuja concavidade se amolda sobre as saliências da região massageada.

A pressão pode também ser exercida com toda a mão disposta em circulo quase completo ou bracelete. A face palmar do polegar, colocado em oposição, completa o semicírculo da figura precedente.

A pressão é feita com todos os dedos reunidos e com a palma da mão cada vez que se trata de agir sobre uma superfície extensa.

Se o membro a ser massageado é cilíndrico, o contato é aceito por toda a superfície dos dedos, a palma da mão o polegar, o conjunto da mão formando uma espécie de goteira estreitamente unida ao membro sobre o qual se deseja trabalhar.

Em outros casos, quando for necessário operar tanto com delicadeza quanto com precisão, a pressão será sobretudo digital.

Será feita com a superfície quase total das últimas falanges do indicador, do dedo médio e do dedo anelar e somente da ultima falange do dedo mínimo e do polegar.

Nos membros, a aplicação das duas mãos é geralmente mais agradável para a pessoa massageada, assim como a habilidade do profissional.

Elas podem agir sucessivamente, seguindo-se na sua pressão recíproca e uma mantendo contato enquanto a outra se desprende para retomar após a primeira.

Mas a ação simultânea não sucessiva das mãos é mais frequentemente utilizada.

Cada vez que uma região se mostra bastante extensa para que uma mão em bracelete possa envolve-la inteiramente, o circulo deve ser completado pela outra mão.

O bracelete assim formado pelas duas mãos colocadas polegar a polegar pode abraçar toda a circunferência de uma coxa e permitir que aí seja exercida uma massagem por pressão, envolvendo ao mesmo tempo os adutores, os bíceps, o amplo externo e o direito anterior, os polegares do massagista seguindo a borda externa.

Da mesma forma, a pressão simultânea das duas mãos dispostas em círculo pode ser empregada para segmentos de membro com pouco volume muscular.

No caso do antebraço, por exemplo, cada mão do massagista envolve as massas musculares laterais do antebraço, enquanto que os dedos sobem ao longo da cavidade posterior.

Em geral, as pressões dirigem-se da periferia para o centro, no sentido da circulação venosa que elas favorecem mecanicamente.

Mas, às vezes, em razão de certos efeitos a serem obtidos, existem algumas manobras de massagem que serão mais vantajosas se praticadas em um sentido centrifugo.

Se a ação tem por objetivo um determinado músculo, poderá seguir o trajeto das fibras musculares.

Movimento de Amassadura

A amassadura é aplicável somente às regiões providas de massas musculares volumosas, tais como braços, coxas, nádegas, pernas, nuca, etc.

Consiste em prender os tegumentos , os músculos, e por vezes os órgão subjacentes, elevá-los, depois deslocá-los transversalmente,  executando o início de um movimento de torção.

Pode-se colocar as duas mãos face a face, olhando-se por sua borda radial na posição de partida de um afloramento.

Cada uma das mão encerra entre o polegar e os quatro outros dedos as partes moles, espremendo-as e elevando-as, e depois, simultaneamente, sem deixar sua presa, as duas mãos dirigem-se em sentido oposto, uma de dentro para fora e a outra de fora para dentro.

Neste caso, também as partes deslocadas retornam à situação normal por sua simples elasticidade.

A amassadura tem a função de afastar o líquido dos edemas e das infiltrações dos insterstícios musculares do tecido celular subcutâneo.

Como é um movimento mais bruto, a massagem pode através dos tegumentos, esmagar, dissociar e romper as paredes frágeis das vênulas e das arteríolas, causando edemas ou hematomas.

Ao contrário, aplicada com inteligência e comedimento, pode dissociar os tecidos de formação patológica, tais como coágulos sanguíneos ou nódulos de miosite, e amaciar as aderências estabelecidas entre os tecidos são e as zonas cicatriciais.

Pode-se praticar a amassadura na massagem fazendo-se agir independentemente cada mão, estando as mãos vizinhas uma da outra, mas não concorrendo para os mesmo movimentos.

Elas trabalham de certa forma separadamente. As regiões amassadas são vizinhas, mas, enquanto, por exemplo, que na face posterior da coxa a mão direita amassa as inserções inferiores do vaso externo, a mão esquerda trabalha sobre o corpo muscular do bíceps.

Este pode ser um procedimento menos preciso e menos localizado que o precedente, mas que pode proporcionar benefícios em caso de pressa, já que permite massagear uma superfície mais extensa em tempo menor.

O papel mecânico da amassadura deve ser distinguido de sua ação biológica.

Enquanto que a massagem por pressão é geralmente tônica, em determinados indivíduos é suficiente fazer uma amassadura rápida e generalizada para provocar uma fadiga geral e quase um estado de choque.

Parece que este último tipo de massagem corresponde uma liberação importante e rápida hormônios tissulares vagotonizantes.

A tensão arterial baixa a notáveis proporções; estado de mal-estar com náuseas e lipotimia pode-se suceder a uma sessão de massagem com amassaduras.

O paciente, assim massageado, pode sentir lassidão dolorosa e persistente, com insônia que durará enquanto a histamina liberada em excesso não for destruída pelo fígado.

Este estado de choque será sobretudo mais prolongado nas pessoas portadoras de insuficiência hepática.

Em consequência, convém considerar a amassadura como forma de massagem reservada às pessoas portadoras de um fígado perfeito, capaz de neutralizar momentaneamente um excesso de histamina liberado no sangue pela operação da massagem, apropriada para este grupo específico de pessoas.

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